sétima crónica de Wien que não é de Wien
Stockern: um lugarejo a uma hora de comboio de Wien. São as festas do aldeia, o jour de fête. Está frio de inverno e chuva de Abril.
No barracão come-se e come-se e bebe-se e bebe-se e bebe-se e conversa-se. Não sei como não rebentam, mas não. A organização e a confecção é da responsabilidade da gente, tudo deliciosamente caseiro.
Já é noite. Dali a nada apresenta-se o ensaio geral do cabaré-teatro-musical que as pessoas daqui prepararam durante o ano, desde Janeiro, para esta ocasião. No entremez toca um duo, guitarra eléctrica e órgão, um tuttifruti das mesmas canções de todo o lado. Mas o cenário marca previamente o tom da função: recortes de temas musicais em papel fluorescente colados ao fundo, no pano preto: guitarras, claves, baquetas e notas à mistura com os logótipos dos patrocinadores.
Começa. Acendem-se as luzes, coloridas, o que interfere com a mesa de som e provoca um respeitável estrondo – sempre e a cada nova onda luminosa. Um casal de apresentadores, a rigor, de preto e laranja, são os cicerones da noite.
Depois é a catarse, a bacanal. Os números são todos cómicos, rudes, carnais, excessivos, do mais piroso que há. Um folguedo. Viva a folia!
Os actores são conhecidos do público e vice-versa, a identidade de cada um cumpre um papel principal. Falam de coisas daqui. Creio que há mais partes em jogo do que aquelas que alguém de fora, como eu, pode desvendar. Mas gostei na mesma, é claro. Foi das coisas mais horrivelmente fantásticas que tenho visto.
No barracão come-se e come-se e bebe-se e bebe-se e bebe-se e conversa-se. Não sei como não rebentam, mas não. A organização e a confecção é da responsabilidade da gente, tudo deliciosamente caseiro.
Já é noite. Dali a nada apresenta-se o ensaio geral do cabaré-teatro-musical que as pessoas daqui prepararam durante o ano, desde Janeiro, para esta ocasião. No entremez toca um duo, guitarra eléctrica e órgão, um tuttifruti das mesmas canções de todo o lado. Mas o cenário marca previamente o tom da função: recortes de temas musicais em papel fluorescente colados ao fundo, no pano preto: guitarras, claves, baquetas e notas à mistura com os logótipos dos patrocinadores.
Começa. Acendem-se as luzes, coloridas, o que interfere com a mesa de som e provoca um respeitável estrondo – sempre e a cada nova onda luminosa. Um casal de apresentadores, a rigor, de preto e laranja, são os cicerones da noite.
Depois é a catarse, a bacanal. Os números são todos cómicos, rudes, carnais, excessivos, do mais piroso que há. Um folguedo. Viva a folia!
Os actores são conhecidos do público e vice-versa, a identidade de cada um cumpre um papel principal. Falam de coisas daqui. Creio que há mais partes em jogo do que aquelas que alguém de fora, como eu, pode desvendar. Mas gostei na mesma, é claro. Foi das coisas mais horrivelmente fantásticas que tenho visto.


1 Comments:
parece de facto muito interessante! thanks pela partilha :-)
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